Em cima do muro, uma velha coruja.
Nem sei por que saio
Quase nu
Nesta noite escura
Pra quê, pra quê,
Se a vida é tão dura?
A noite cresce, quase sem esperança
Pra quê musica, pra quê,
Se não há motivo nem dança?
Os olhos insistem, presos na alma da infância
Talvez tenha gosto de saudade,
Talvez tenham pés descalços,
Igual criança...
No balanço onde a vida pende
Ora descrente,
Ora sorri,
E balança.
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
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