Cada tarde é recomeço.
Avante, aves portuárias, ao outro verão!
(Se não te tinha antes
Por que não te esqueço)
Tudo bem - eram dois antes do desfecho –
Mas na eternidade, sempre foi o uno a ir ao mar.
E assim sempre será,
Para meu sorriso ou desespero.
Passam-se os dias, o Outro passa:
Eu a navegar comigo mesmo, sempre o último
E o primeiro.
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
terça-feira, 6 de setembro de 2011
Por Cento
Sou metade agora.
E de muitas metades,
Alguém quase inteiro
Na metade que dorme
Na metade perdida,
Estou de passagem,
E na metade doída
Sou de motivo
O inteiro é a perda
Que resta.
E no que falta,
O inteiro me sobra.
E de muitas metades,
Alguém quase inteiro
Na metade que dorme
Na metade perdida,
Estou de passagem,
E na metade doída
Sou de motivo
O inteiro é a perda
Que resta.
E no que falta,
O inteiro me sobra.
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