segunda-feira, 4 de junho de 2007

Solidão

Quem de nós,
Náufragos de nós mesmos
Não esquecemos nossa nau
Nos portos perdidos da vida...

De braços ancorados no futuro,
Navegamos tendo o coração à frente:
O amor é que nos enxerga,
E a ele enxergamos.

Depois, cansados de tudo,
Ancoramos nosso conturbado
[ coração
nas águas escuras do tempo.

Que sabe um dia,
Livre dos rochedos
Cortantes do outro,
Feridos de inúmeras tempestades,
Ganharemos asas.
E voaremos tendo nuvens como
[ obstáculos,
e o mar azul,
visto do alto,
parecerá um infinito
céu azul –

repetição da visão de cima
confirmação da paz de dentro.

Nenhum comentário: