segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Confissão

Confissão


Sei que tenho defeitos
E não esqueço deles
Apesar de esquecer quase de tudo nessa vida
Menos de meu amor por ti,
Este é selvagem e indelével
Diz nunca ao esquecimento

Mas também sou descansado
Espero algumas vezes na maioria acontecer
Mas não há mal melhor
Do que descansar em ti
E esperar que tuas nuvens embalem meu sono

Tenho muitos defeitos
Mas te amo voraz,
Como a fome dos loucos
E serenamente,
Como a prece dos santos

Te amo cheio de defeitos –
Às vezes não presto atenção -
Mas se olho pra ti
Quase que vejo o futuro:

Eu e tu, mãos dadas e calados
Diante da janela aberta
Olhos descansados
E nos perguntando se amanhã vai chover.

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