Ah, o Amor Perdido!
Tem o gosto estrangulante de pálpebras e chocolate
E aquele cheiro de tardes que nunca anoitecerão.
Congelado, com os dedos frustrados da busca
Descolorido de perplexidade e silêncio.
Se me perguntarem onde está meu Amor,
Direi: “está perdido!”
Mas nós somos, cada um, Universo.
Então ele vaga plenamente em mim,
Sem falar de esperanças ou desejos.
Ah, o Amor Perdido...
Vaga sim, apenas para sua contemplação,
Acima de qualquer vestígio de abandono e de medo.
segunda-feira, 21 de junho de 2010
Um Dia Tirarei Férias
Não devo me sentir culpado em fazer as coisas das quais gosto.
Devo seguir, às vezes sem compromisso,
Observando borboletas e desenhos na parede - talvez pássaros
Eles podem voar
E entendem de flores
E quem sabe um dia eu mesmo entenderei?
Assim não terei aquele sentimento:
“ah, poderia ter viajado nas férias”
O mais longe e necessário
Está onde nunca alcançarei
E isto é um fato.
Penso que dormir não é deixar de viver
Quando adoro estar entre os lençóis
Talvez deixar de viver seja refletir demais,
Procurar demais,
Chorar demais.
Talvez deixar de viver
Seja prolongar demais uma poesia,
Que poderia terminar com um simples ponto:
Pronto.
Devo seguir, às vezes sem compromisso,
Observando borboletas e desenhos na parede - talvez pássaros
Eles podem voar
E entendem de flores
E quem sabe um dia eu mesmo entenderei?
Assim não terei aquele sentimento:
“ah, poderia ter viajado nas férias”
O mais longe e necessário
Está onde nunca alcançarei
E isto é um fato.
Penso que dormir não é deixar de viver
Quando adoro estar entre os lençóis
Talvez deixar de viver seja refletir demais,
Procurar demais,
Chorar demais.
Talvez deixar de viver
Seja prolongar demais uma poesia,
Que poderia terminar com um simples ponto:
Pronto.
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