As forças da natureza são assim,
Imprevisíveis.
Nascem da mudança
Da água inquieta
Golpes de ar
nas nuvens escuras de mistérios e mutação.
Mal cabem neste peito moleque
Que só agora há pouco
O descobri imensamente infinito.
sábado, 31 de julho de 2010
segunda-feira, 19 de julho de 2010
Feliz
A boca não diz
Nem a mão escreve:
Mas sabe da vida
A pluma,
Tão leve!
Palpita feliz
Nos lábios da tarde.
E nos braços da brisa,
Adormece.
Nem a mão escreve:
Mas sabe da vida
A pluma,
Tão leve!
Palpita feliz
Nos lábios da tarde.
E nos braços da brisa,
Adormece.
quinta-feira, 15 de julho de 2010
Leve
Convém que separados
Sejamos inteiros
Mesmo no vácuo da
Falta.
Permanecem em crescimento
Heras, grama e folhagens
De cores
Com as quais pintamos o mundo: verdes!
Ali, no canto da cama etérea,
quando no infinito estivemos
juntos.
Convém que sejamos
O outro de nós mesmos.
Renovados,
Mas velhos de amor
E, perfeitos.
sábado, 10 de julho de 2010
Cálcio
E sem platéia,
Vai se despedir de quem
O Amor, esse palhaço
Bem no meio
Do palco
Deixa de ser
personagem
Triste último ato
o ator
Nu de cortinas
Esquece o texto.
sábado, 3 de julho de 2010
Dois
O mais difícil – eu te digo
É construir a antiga intimidade
Aquela que tínhamos tu e eu, antes de nascermos.
E apenas sorri, olhando para o céu
Tentando lembrar de antigas nuvens e de asas.
Eu te pergunto o que aprendeste de novo
Ao longo desses milhares de anos.
Conversamos sobre amores e desamores
Sobre morrer centenas de vezes nos braços de alguém
Sobre misturar lágrimas com a água da chuva.
Somos feitos de passado.
Dançávamos devagar aquela música lenta de sensações
De descobertas dos outros e de nós mesmos
Enfim acreditando
Que construções novas sempre nascem dos escombros.
Cantávamos devagar uma canção milenar de amizade e de respeito
Que pode fazer dormir até o mais rígido insone
E amolecer o mais duro - meu e teu –
O mais duro e impenetrável peito.
É construir a antiga intimidade
Aquela que tínhamos tu e eu, antes de nascermos.
E apenas sorri, olhando para o céu
Tentando lembrar de antigas nuvens e de asas.
Eu te pergunto o que aprendeste de novo
Ao longo desses milhares de anos.
Conversamos sobre amores e desamores
Sobre morrer centenas de vezes nos braços de alguém
Sobre misturar lágrimas com a água da chuva.
Somos feitos de passado.
Dançávamos devagar aquela música lenta de sensações
De descobertas dos outros e de nós mesmos
Enfim acreditando
Que construções novas sempre nascem dos escombros.
Cantávamos devagar uma canção milenar de amizade e de respeito
Que pode fazer dormir até o mais rígido insone
E amolecer o mais duro - meu e teu –
O mais duro e impenetrável peito.
sexta-feira, 2 de julho de 2010
Ainda Constas
Sub
Instituição, relento.
Que falida, troca de leme
E segue,
Mesmo sem vento
E onde
Onda batia rebelde
Jaz suave,
Uma concha
De leve.
De
Baixo
Quase mudo
Um canto:
Tudo, eu aceito
Menos o pranto:
Há outro em teu leito.
Instituição, relento.
Que falida, troca de leme
E segue,
Mesmo sem vento
E onde
Onda batia rebelde
Jaz suave,
Uma concha
De leve.
De
Baixo
Quase mudo
Um canto:
Tudo, eu aceito
Menos o pranto:
Há outro em teu leito.
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