quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Um Riso


Não era ave, não era nada
Algo que corrompeu a nuvem
E fez do céu ninho inteiro
Disfarçado entre as folhas aéreas,
de passarinho.

Era um sonho, que de tão gigante
Pra ninguém notar
Meteu-se a miudinho.

E ficou lá, mudo, espiando
Pra um dia gritar pro mundo:
“Que lindo!”

Um comentário:

Ana Célia Dias disse...

Eu adoro nunvens e passarinhos e sonhos e caleidoscópios e cornucópias "misturantes" de tudo isso!
São palavras frescas e açucaradas.
São textos de fogo e mel desse jeito que me dão uma felicidade toda vez que passo os olhos neles!
Genial!