quarta-feira, 13 de junho de 2012

Vasto


A vida é curta
A alma, imensa.
Bem aventurados os que vagam
Nessa desproporção chata.

Queria que um dia com seus vários sóis coubesse no meu bolso
E meus olhos sangrassem rios
A alma é imensa

Queria tanto contigo e de ti
Meus amigos minha mãe meu amor
Queria mais tempo com as borboletas
A vida é curta

Desisti de ser sozinho
Mesmo sabendo que a morte é só solidão
Sei do Eterno
Minhas palavras, tudo que eu sinto

É pouco
E infinito.

Um comentário:

Ana Célia Dias disse...

Nossa! Tudo o que eu sempre quis sentir, e talvez houvesse sentido.
Mas é bom ouvir pelos olhos dos outros!
É bom se ver nos versos alheios.
Obrigada!