Sou então, indo.
Porque estou
Um estranho movimento.
Quero reparar, cheio de inveja,
Todas as coincidências
E vexames do amor.
Não sou mais
Nenhuma palavra de fogo e carne que me foi dada
Pois
O paraíso se alcança dormindo
Nunca no beijo – ai, coração.
Levarei após minha morte
Instantes impublicáveis
E uma caixa cheia de brinquedos.
Sou - indo - este segredo fácil, desvendável
Um louco no tráfego
Um velho lançado ao mar.

Um comentário:
Inveja da porra de escrever desse jeito!!!
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