quinta-feira, 15 de julho de 2010

Leve


Convém que separados
Sejamos inteiros
Mesmo no vácuo da
Falta.

Permanecem em crescimento
Heras, grama e folhagens
De cores
Com as quais pintamos o mundo: verdes!
Ali, no canto da cama etérea,
quando no infinito estivemos
juntos.

Convém que sejamos
O outro de nós mesmos.
Renovados,
Mas velhos de amor
E, perfeitos.

Um comentário:

Ana Célia Dias disse...

Ser o outro de nós mesmos!
Eu que achava impossível, desconfio que você anda plagiando meu momento. Que é o melhor que eu jamais sonhava em ter. Valeu Saulo, que antes de poeta é "adivinhador" do sentimento alheio!
Cheiro. Crelly