Não te chamo mais homem,
Nem pelo dado no batismo,
Onde teus pais te cobriram de bênçãos.
Talvez, Vento.
Decerto sabes o que ele faz com os moinhos –
Depois do giro selvagem das hélices
Sementes moídas e o convite ao trabalho
Incessante em mim mesmo.
Não te chamo, nem te digo: Ego!
Reconheço em todos os meus esforços
Um nome sagrado: Tempo.
Como num rio,
A correnteza dobra o capim motor
Dobra o dito, o prometido
E me torna capaz
De suportar com um sorriso
O que aos poucos
E sem pressa, não foi se cumprindo.
terça-feira, 17 de agosto de 2010
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