Dormir
A esta hora da tarde
É o mesmo que perguntar
Sobre a inutilidade do corpo
Visto que os sonhos
Não são mais eles mesmos
E adivinham os mais secretos desejos
Tudo desmancha-se na obrigatoriedade
Do transeunte nos postes,
Nos mastros dos navios,
Nos picos mais íngremes dos montes
No canto nunca revelado dos lábios
O canto úmido da boca.
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
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