quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Sandice

O vento vem e diz:
Não te apaixones...
Se não aquelas pequenas flores amarelas e fedidas
Viram rosas!
E não são as rosas
Que a negra poupançuda põe no cabelo
E vai lavar roupas cantarolando.
Paixão, paixão
Não precisas dela!
Só dos óculos rotineiros de sentar e escrever
Há paixão nisto também
Mas é uma paixão resoluta que nunca casou.
A que te falo
É perigosa
Gosta tanto de pregar peças
Quanto o ourives do metal
E vai talhando teu peito
De dor e desejo, de cores fluorescentes.
Então não te apaixones,
Vai com as crianças à escola,
Vai com as freiras à missa,
O amor não é prêmio nem prenda
É herança da insônia.

Um comentário:

Ana Célia Dias disse...

Sandice mesmo!
As coisas das delíça de deixarem a gente todo fuáff é assim dos momento...
Já diria Zefa.
Pare com esses escritos que você não tem grana suficiente pra cobrir a conta da U.T.I !!!
Cheirinho