Em tudo de mim reside este Tempo Antigo,
Até mesmo nas horas futuras,
Quase possíveis de prevê-lo.
Tempo transeunte
Que se mistura à poeira etérea
Dos sonhos que já não lembro.
Tempo este que talvez nunca irei vivê-lo.
Mas ardo nos contornos de seus perfeitos dedos
E não nos ponteiros ultrapassados dos relógios.
Pois assim além das horas,
Já livre dos medos, finalmente o tenho.
O Tempo além da natureza
Livre e desperto de qualquer anseio
O Tempo recém-nascido,
O oposto do desespero.
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
terça-feira, 23 de agosto de 2011
A Vida é Boa
A vida é boa, largo é o monte
Tanto verde lá em baixo
Que a paisagem
Quando em quando
Some
Nas nuvens daqui do alto
Paraíso foi feito pra se andar descalço
De ar
Toda a carne é pequena
A vida é boa, larga é a tarde
Esquecemos
De que os olhos não são pra ver
São pra cochilar
Por todos os cumes
Por onde mais,
Onde o mais
Sabe-se e aonde.
Tanto verde lá em baixo
Que a paisagem
Quando em quando
Some
Nas nuvens daqui do alto
Paraíso foi feito pra se andar descalço
De ar
Toda a carne é pequena
A vida é boa, larga é a tarde
Esquecemos
De que os olhos não são pra ver
São pra cochilar
Por todos os cumes
Por onde mais,
Onde o mais
Sabe-se e aonde.
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
Tempo Destes
Até um tempo desses,
Além de ti não desejei mais nada
Era um tempo bom, soprava muito vento.
Tinha na surpresa e no vindouro
Um cheiro vago do permanente
Contentamento.
Turvo doce o dia.
Até um tempo desses
Achava eu que não desejaria mais nada
Além de ti.
O que mais preciso
De tão grande que sou
Espaçado entre universos
Deitado na sombra do que não veio – amor?
Até um tempo desses.
Além de ti não desejei mais nada
Era um tempo bom, soprava muito vento.
Tinha na surpresa e no vindouro
Um cheiro vago do permanente
Contentamento.
Turvo doce o dia.
Até um tempo desses
Achava eu que não desejaria mais nada
Além de ti.
O que mais preciso
De tão grande que sou
Espaçado entre universos
Deitado na sombra do que não veio – amor?
Até um tempo desses.
Mar Hoje Cedo
Eu te beijo a mão
De mar respeito.
Há nas linhas entre os dedos
O fantasma-navio
da tempestade, medo.
Na boca as algas marinhas
Que um dia foram verdes
As sereias se ensolaravam sobre o mar-espelho
Nos teus vários lábios
Onda: velejo.
Nos olhos que fogem
Junto com as palavras
Há uma canção inacabada de convés no vento.
As velas sopradas rumo ao norte canhoto do poente
A maresia, o charco calmo
O olhar fixo – rochedo.
De mar respeito.
Há nas linhas entre os dedos
O fantasma-navio
da tempestade, medo.
Na boca as algas marinhas
Que um dia foram verdes
As sereias se ensolaravam sobre o mar-espelho
Nos teus vários lábios
Onda: velejo.
Nos olhos que fogem
Junto com as palavras
Há uma canção inacabada de convés no vento.
As velas sopradas rumo ao norte canhoto do poente
A maresia, o charco calmo
O olhar fixo – rochedo.
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