Eu te beijo a mão
De mar respeito.
Há nas linhas entre os dedos
O fantasma-navio
da tempestade, medo.
Na boca as algas marinhas
Que um dia foram verdes
As sereias se ensolaravam sobre o mar-espelho
Nos teus vários lábios
Onda: velejo.
Nos olhos que fogem
Junto com as palavras
Há uma canção inacabada de convés no vento.
As velas sopradas rumo ao norte canhoto do poente
A maresia, o charco calmo
O olhar fixo – rochedo.
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