quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Profecia

E o mundo não há de se acabar antes que venha algum herói
Que não conhece poemas
Mas os traz dentro de cada falange
Os fonemas deliciosos de estrofe
A digital de qualquer carícia.

Algum rebelde distraído
Viria carregado pelo vento –
Um alazão sem cor que nem branco nem negro
mas da cor da primitiva sorte.

O mundo não se acabará antes que eu diga – pode findar-se.
O amor há de passar pelo fogo do Armageddon
Por todos os fins de qualquer universo.

E ficará tão selvagem que a própria Natureza se recriará
Nas profundezas de alguns olhos estagnados
Enfim, o eterno.

Um comentário:

Ana Célia Dias disse...

Afe! É o fim mesmo! Poesia com "feição" de fênix!
Cheiro!