E o mundo não há de se acabar antes que venha algum herói
Que não conhece poemas
Mas os traz dentro de cada falange
Os fonemas deliciosos de estrofe
A digital de qualquer carícia.
Algum rebelde distraído
Viria carregado pelo vento –
Um alazão sem cor que nem branco nem negro
mas da cor da primitiva sorte.
O mundo não se acabará antes que eu diga – pode findar-se.
O amor há de passar pelo fogo do Armageddon
Por todos os fins de qualquer universo.
E ficará tão selvagem que a própria Natureza se recriará
Nas profundezas de alguns olhos estagnados
Enfim, o eterno.

Um comentário:
Afe! É o fim mesmo! Poesia com "feição" de fênix!
Cheiro!
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