sábado, 21 de agosto de 2010

Deste

Se não podemos falar de amor
Falemos desta cama ainda quente
Onde cabem tantos dias
De corpos rotineiros

Da última vez que te disse adeus
Eu ia contar de altos voos
Recém colhidos do céu
Mas fazer o quê,
Se não podemos falar de amor?

Pelos menos perdoe a melancolia
Dos beijos velados
E dos desejos sentidos
Perder e nascer estão próximos
São irmãos diante de todo dia amanhecido
Também não sabem falar de amor


Mas neste quarto,
Tudo me fala de abraço
E conta histórias de futuro e respeito
Diante deles me disperso
Distraído nas janelas que poderiam ser meus olhos
Calados
Falando de amor pro único ouvinte céu.

Um comentário:

Ana Célia Dias disse...

Tem coisas que são tão bomitas que ficam lidas entre pausas pra soluços!
Essa é a sua grande sacada! Causar tristeza boa em todo mundo!
Cheiro e me poupe de tanto sofrimento necessário!
Crélly