Envergonhado,
Quase que calado
Pra mim mesmo
Nego-te o que te prometi
Antes mesmo que eu nascesse:
O amor.
Promessa imbecil
De quem morre e não aprende
Que ao amor é um conjunto de inúmeras vidas atônitas
Perguntando “por que”.
Mil anos depois
Apareces em minha janela
Um ser incompleto:
Tu, e trazes mais perguntas que repostas.
Aponto pra o céu,
Uma eterna pergunta
Feita de azul e infinito.
Deuses farão templos,
Astronautas conquistarão planetas
Mas teu coração sem dono continua inexplorado
E eu, velho de tanto cotidiano,
Já estou cansado de ser Robson Crusoe.
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
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Um comentário:
Eu realmente não precisava disso!
Tá estudando adivinhação é?
Texto bom, rico, inocente e caro!
Cheiro
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